Lei.A lança bolsas-reportagens para produção de conteúdo educativo sobre Meio Ambiente Natural e Patrimônio Cultural

Proposta deverão ser sobre os temas “adoecimento dos rios do Brasil” e “morte, sobrevivência ou ressignificação dos patrimônio culturais brasileiros”

Inscrições vão até o dia 22 de outubro estão abertas a comunicadores de qualquer região do país; trabalhos deverão ser entregues até o final de 2022 

Nós, do Observatório de Comunicação Ambiental (Lei.A) lançamos, nessa terça-feira (20/09), nosso primeiro edital de bolsas-reportagens sobre Meio Ambiente Natural e Meio Ambiente Cultural. As bolsas são direcionadas a repórteres, estudantes de jornalismo e comunicadores populares brasileiros que desejem escrever sobre questões relacionadas a estes dois temas que merecem a atenção da sociedade. Será dada prioridade às abordagens com o viés educativo e didático, e não investigativos ou meramente de denúncia, já que a meta é a produção de conteúdos que se prestem ao serviço público de auxiliar a sociedade civil a conhecer, monitorar e agir pela defesa do meio ambiente. As inscrições vão até 22 de outubro deste ano, com resultado da seleção previsto para o dia 16 de novembro. 

Quem optar em se inscrever na categoria ‘Meio Ambiente Natural’ deve sugerir pautas que tenham o adoecimento dos rios do Brasil como ponto de partida. Já quem se candidatar para a categoria “Meio Ambiente Cultural” deve propor conteúdos que abordem a forma como as  mudanças de perfil sociais, econômicos e culturais de uma determinada comunidade provocam – ou não – mudanças na relação das pessoas com os patrimônios materiais e imateriais deste lugar. 

As pessoas selecionadas irão receber mentoria da equipe de comunicação do Lei.A e uma bolsa de R$ 4 mil (valor bruto) para produzir cada reportagem. As inscrições também podem ser feitas em coletivos, desde que um dos representantes tenha Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas para emissão de nota fiscal. 

Os trabalhos serão julgados por uma comissão formada por representantes de diversas instituições parceiras do Lei.A, como a Coordenadoria das Promotorias de Justiça do Patrimônio Cultural e Turismo (CPPC) do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Os recursos da premiação fazem parte do projeto pactuado com o MPMG, via Plataforma Semente, e são oriundos de compensação ambiental. 

Confira os temas das bolsas-reportagens: 

MEIO AMBIENTE NATURAL | As doenças dos rios e outros cursos d’água

Na história, os cursos dos rios foram importantes meios de transporte, decisivos para a formação de cidades e fonte de vida, seja no fornecimento de água ou de alimentos. A grande maioria das comunidades indígenas e, posteriormente, das cidades brasileiras se formaram exatamente por possuírem um curso d’água próximo ao local escolhido para se estabelecer a morada  ou a paragem.

Com o passar dos séculos, os rios começaram a ser utilizados para o descarte: do esgoto, dos rejeitos industriais, dos garimpos em seus leitos, entre outras atividades. Também passaram a sofrer com os efeitos do desmatamento em suas margens, dos barramentos de seus leitos e da exploração sem controle de suas fontes de alimento.

Para essa bolsa-reportagem, buscamos pautas inéditas, com o viés educativo e multimídia (textos, fotos, áudios, infográficos e vídeos), que tragam casos concretos de como um rio, riacho, ribeirão, córrego ou qualquer outra fonte de água no território brasileiro “adoeceu”. Queremos mostrar às atuais gerações, de forma clara e em linguagem acessível, como a realidade da relação humana com a sua fonte de água mudou ao longo do tempo.

MEIO AMBIENTE CULTURAL | Patrimônios culturais brasileiros:  morrer, sobreviver ou se ressignificar?

Quando as primeiras políticas públicas de preservação de patrimônios – nas primeiras décadas do século 20, a opção por seus tombamentos partia de uma decisão puramente técnica, o que já era um imenso avanço. Quase 100 anos depois, essa metodologia já não é tão simples assim. Hoje, para se decidir pela proteção de um bem é necessário que se tenha a certeza de que ele tem essa dimensão para a comunidade onde está inserido. 

Os diversos patrimônios culturais são dinâmicos e se alteram constantemente. Uma festividade religiosa, como as festas de Nossa Senhora do Rosário, pode manter o seu significado por décadas, ou aderir novos públicos, ideias, percursos, cantigas. Como é a realidade de um prédio histórico que abrigava um cinema de rua, numa cidade  do interior do Brasil, onde já não se mantém o costume pela projeção de filmes “na telona”? Neste sentido, entende-se preservação e desenvolvimento como dois conceitos que caminham juntos, hora antagônicos, hora de mãos dadas. 

Para essa bolsa-reportagem, buscamos pautas inéditas, com o viés educativo e multimídia (textos, fotos, áudios, infográficos e vídeos), que possam trazer casos concretos de como algum bem material ou imaterial no território brasileiro se transformou – ou não – frente às mudanças de perfil sociais, econômicos e culturais da comunidade onde estão inseridos. Queremos uma história que responda a esse questionamento: E os patrimônios que você conhece, atualmente estão mortos, sobrevivem ou se ressignificam?

Lei.A: a Comunicação Ambiental como ferramenta de empoderamento social

Desde junho de 2016, nós, do Observatório Lei.A, estamos dedicados a construirmos uma base sólida de informações sobre Meio Ambiente Natural, com o intuito de contribuir para a participação dos cidadãos e cidadãs de Minas Gerais nos debates e nas mobilizações acerca do assunto. Em 2021, o Observatório abraçou também a temática de Meio Ambiente Cultural, abrindo espaço para abordagens sobre os patrimônios materiais e imateriais da sociedade. 
Agora, queremos experimentar olhares que não alcançamos, ampliando as possibilidades de abordagens para lugares e pessoas de todo o Brasil. 

Ficou alguma dúvida sobre o edital?

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